Abag alerta para efeitos da revisão do Acordo Mercosul–UE

Encaminhamento à Suprema Corte Europeia adia ganhos e fragiliza cooperação entre os blocos

23.01.2026 | 15:44 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Enio Campoi

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) manifestou preocupação com o encaminhamento da revisão do Acordo Mercosul–União Europeia pelo Parlamento Europeu à Suprema Corte Europeia. Segundo a entidade, a decisão representa um retrocesso após mais de 26 anos de negociações, além de avaliações técnicas e jurídicas já concluídas ao longo do processo.

De acordo com a Abag, o movimento reduz o potencial do Acordo de contribuir para um comércio internacional baseado em regras, previsibilidade e cooperação entre os blocos, especialmente em um cenário global marcado por elevada volatilidade econômica e geopolítica.

A entidade avalia que a medida adia benefícios econômicos concretos e limita a capacidade de resposta conjunta do Mercosul e da União Europeia diante das crescentes incertezas internacionais. Além disso, na visão da associação, o encaminhamento não fortalece o multilateralismo e enfraquece o próprio projeto europeu de compartilhamento de responsabilidades e construção de uma soberania conjugada.

Para a Abag, a integração entre os dois blocos é estratégica para a ampliação de mercados, a geração de valor e o fortalecimento das cadeias produtivas. A entidade defende uma condução técnica e pragmática do processo, com foco na conclusão do Acordo e na redução das incertezas que hoje limitam decisões no mercado internacional.

A associação também espera que os atores favoráveis ao Acordo encontrem caminhos para acelerar sua implementação, em benefício de consumidores e cidadãos dos dois continentes, e afirma que seguirá contribuindo ativamente para soluções construídas por meio do diálogo.

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