Flufenoxadiazam

03.06.2025 | 08:21 (UTC -3)

Flufenoxadiazam é uma molécula com aplicação como fungicida desenvolvida pela BASF. Trata-se de composto químico com fórmula C16H9F4N3O2 e número CAS 1839120-27-2. Foi apresentado em 2021 e é classificado como um fungicida do tipo oxadiazol. Deve ser vendido sob o nome comercial Adapzo Active. A empresa estima iniciar a comercialização no ano de 2029.

Nome comum: flufenoxadiazam

Número CAS: 1839120-27-2

Fórmula química bruta: C16H9F4N3O2

Classe química: fungicida do grupo dos 1,2,4-oxadiazóis (especificamente trifluorometiloxadiazóis ou TFMOs). Trata-se do primeiro fungicida agroquímico inibidor de histona desacetilase (HDAC), atuando de forma seletiva sobre HDACs de classe II fúngicas. Ocupa o novo Grupo 56 do FRAC.

Principais nomes de produtos comerciais no Brasil: até junho de 2026, não existem produtos comerciais registrados ou disponíveis no Brasil. A BASF iniciou o processo de registro regulatório em junho de 2025, submetendo dossiês para o ingrediente ativo Adapzo Active (flufenoxadiazam) no Brasil e Paraguai (com submissão planejada para a Bolívia). A introdução comercial no mercado é prevista para a partir de 2029.

Histórico de desenvolvimento: desenvolvido pela BASF SE (Alemanha). O nome comum ISO foi concedido em março de 2021. A descoberta surgiu de screening de novas classes químicas, identificando os TFMOs como inibidores de HDACs fúngicas. Otimizações envolveram substituições isostéricas e estratégia de “backbone hopping”, sem derivação direta de clusters farmacêuticos. Foi apresentado publicamente em eventos como o ACS Fall 2021. Representa um marco como o primeiro produto em desenvolvimento com esse modo de ação no setor agroquímico.⁠

Mecanismo de ação: inibição seletiva de histona desacetilases (HDACs) de classe II do fungo. Isso altera a acetilação de histonas, modificando a expressão gênica do patógeno e interrompendo processos essenciais de desenvolvimento e infecção. Por ser um modo de ação completamente novo, não apresenta resistência cruzada com fungicidas existentes no mercado. Isso o torna valioso para manejo de resistência, especialmente em isolados mutados de Phakopsora pachyrhizi que escapam a triazóis, SDHIs ou estrobilurinas.⁠

Espectro de controle: Phakopsora pachyrhizi, Puccinia triticina e outras ferrugens. Estudos mostram boa atividade in vitro e em casa de vegetação, com EC₅₀ competitivos contra Phakopsora pachyrhizi. É menos amplo que fungicidas multissítio, mas muito eficaz nos alvos prioritários de ferrugem.

Compatibilidades e interações: dados específicos de misturas tanque ainda são limitados (composto muito recente). Foi projetado para uso em programas integrados e combinações com outros fungicidas BASF, visando ampliar espectro e retardar o desenvolvimento de resistência. Provável boa compatibilidade física e química com formulações padrão e adjuvantes comuns, mas testes de jarra são recomendados quando o rótulo estiver disponível. Não há relatos de antagonismo significativo na literatura atual.

Posicionamento agronômico: há pedidos de registro no Brasil para uso nas cultivar de algodão, milheto, milho, soja e sorgo.

Patentes: WO/2015/185485, WO/2019/038042 e outras.

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