Difenoconazol (difenoconazole) é um fungicida sistêmico de amplo espectro amplamente utilizado na agricultura para o controle de doenças fúngicas. É absorvido pela superfície da planta infectada e translocado para todas as partes da planta.
Nome comum (ISO): Difenoconazole
Sinônimos: CGA 169374 (código de desenvolvimento); Score, Flare (marcas de produtos comerciais) e outros.
Fórmula bruta: C19H17Cl2N3O3
Número CAS: 119446-68-3
Classe química: fungicida triazólico (classe 1,2,4-triazol), pertencente à família dos inibidores de esteróis (DMI - Demethylation Inhibitors), especificamente um membro da classe de dioxolanos.
Histórico de desenvolvimento: foi desenvolvido pela Ciba-Geigy (atual Syngenta) e relatado pela primeira vez em 1988. Em 1994, obteve o primeiro registro pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), expandindo seu uso global. O produto tem sido amplamente adotado devido à sua eficácia contra fungos de classes como Ascomycetes, Basidiomicetes e Deuteromicetes, com foco em aplicações agrícolas preventivas e curativas.
Modo de ação: difenoconazol (difenoconazole) atua como um fungicida sistêmico triazólico que inibe a biossíntese do ergosterol, um componente essencial da membrana celular fúngica, bloqueando a enzima 14α-desmetilase (CYP51). Isso interrompe o crescimento micelial, a germinação de esporos e a formação de haustórios, proporcionando ação protetora, curativa e erradicante contra uma ampla gama de patógenos fúngicos. Pertence ao Grupo 3 do FRAC (Fungicide Resistance Action Committee), e seu uso deve ser integrado a programas de manejo para evitar resistência.
Números de patentes: US 5,266,585; CA2897526 e outras
Outras informações científicas:
A podridão da extremidade do pedúnculo causada por Lasiodiplodia theobromae é uma das doenças mais importantes do mamoeiro no nordeste do Brasil. Ela pode ser controlada eficazmente por fungicidas inibidores da desmetilação (DMI), mas a ocorrência de resistência a DMI pode diminuir a eficácia desses fungicidas. [...] A resistência a fungicidas DMI em Lasiodiplodia theobromae é baseada na superexpressão do gene LtCYP51 e podem ocorrer penalidades de aptidão em isolados resistentes ao difenoconazol. - DOI 10.1002/ps.5645 -